domingo, 1 de março de 2009

A cada agressao do marido(companheiro), a mulher perde UM ANO DE VIDA saudavel

Às mulheres de Atenas
Dom, 01 de Março de 2009 07:13 Administrador

Daqui a uma semana, quando for comemorado o Dia Internacional da Mulher, lembraremos de triste estatística: a cada minuto, quatro mulheres são agredidas no Brasil, segundo dados da Fundação Perseu Abramo. No mundo inteiro, milhares e milhares são espancadas, assediadas, ameaçadas, intimidadas, abusadas sexualmente, humilhadas publicamente, surrupiadas de sua dignidade. A maioria encontra a tortura dentro de casa. Muitas, sem condições financeiras, amargam a violência em troca de um teto e um prato. Outras são vítimas da baixa autoestima, da vergonha, da falta de coragem de assumir publicamente que são agredidas por quem deveria cobri-las de amor e afeto. Pesquisa realizada pelo Ibope para o Instituto Patrícia Galvão revelou que a maioria dos entrevistados, inclusive os homens, considera a violência contra a mulher uma realidade preocupante, vergonhosa, que deve ser denunciada e punida. Também a maioria conhece a Lei Maria da Penha, que tipifica a violência doméstica e permite punição rápida ao agressor. O Centro-Oeste é uma das regiões em que há maior conhecimento sobre a lei, de acordo com a mesma pesquisa. Em 2008, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher em Brasília abriu mais de 3 mil inquéritos, o dobro do ano anterior, o que revela o enfrentamento do problema. Apesar disso, a violência não cessa. Por isso, a necessidade de conscientização. Para marcar o Dia Internacional da Mulher, o tema da campanha global da ONU deste ano é “mulheres e homens unidos para acabar com a violência contra meninas e mulheres”. A esperança é que, envolvendo a população mundial masculina na discussão, seja mais fácil prevenir as cenas de selvageria e desalento proporcionadas pelo desrespeito à condição feminina. Enfrentar o atual cenário de violência contra mulher, já sabemos, é assumir outros desafios: alcoolismo e drogas, por exemplo. No Distrito Federal, um terço dos casos de agressão doméstica de 2008 tiveram como autor um sujeito bêbado ou drogado. É também atacar o preconceito, o assédio moral e sexual, os distúrbios psicológicos, que aprisionam a mulher e atormentam o homem. As organizações não governamentais e os órgãos federais de proteção à mulher já tratam o problema como questão de saúde pública, além dos aspectos policiais e legais. Mas ainda precisam prestar assistência social, psicológica e judicial à altura do drama vivido por parcela significativa de pessoas, independentemente de idade ou classe social. No Canadá, gasta-se US$ 1 bilhão por ano no atendimento às vítimas. Nos Estados Unidos, o investimento fica entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões ao ano. Prova que, mesmo em países de Primeiro Mundo, a violência contra a mulher representa custo econômico importante, embora pequeno se comparado ao valor inestimável de uma vida humana. Dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que um em cada cinco dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de casa. O mais triste: a cada cinco anos, a mulher perde um ano de vida saudável se ela sofre agressão doméstica. É preciso dar um basta!